domingo, 2 de agosto de 2009

Swung soft, like cotton on my skin

You must stop telling people things are going to be fine. You can't assure them of it.
You can't assure it even to yourself.
And don't make them believe you'll be always there for them. You can make the most of it, and end up missing what they've been yearning you to see.

Do not try to look happy everyday. Nothing made is worth enough to overpasswhat comes spontaneously, and at the end of it all, you won't remember what you've done, only what happened.
Don't keep telling people that you like them and how much you do care. Proving it is the only way you'll find, keeping yourself quiet, and also satisfied.

Buy flowers someday, in a day which is not Mother's, or Valentine's, and give them for somebody who's not expecting. This person somehow is the one who needs it at most, and if you could look his/her eyes, you'll se in that moment nothing else'll matter.

Never ignore a child on your way, notice it could be the first time of theirs, and what you do or what you say may be responsible for what the'll get to be for the rest of their lives.
Don't judge people fot their equalities, give them the right of being different, and don't judge them by the differences, we should only talk about things we know.

Smile before sleeping. You woke up earlier this day, walked, talked and survived the madness you know out there. Some people can't even see the day, and some of day just get lost through its way.Be grateful you've done more.

And look the worldaround you like things were really yours. Because they are. You are the amazing human being and if you don't want it all, you can always change.

Changes: it doesn't matter how long you live, get used to say goodbye and don't get mad or bored, the same way things go is the speed they usually come, sometimes it takes a loss to create space for new things.

New things: Learn that, as you do, everything is born different each day. Keeping them up today don't grant anythig for tomorrow. Conquer it all again.

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

O limite do eu, o limite do outro

É incrível como o medo pode fazer a gente se omitir.
Eu tenho medo de muitas coisas e, na verdade, não é algo que me derrube do dia pra noite. De fato, há quem diga que o medo é algo que nunca passa e, ainda por cima, pode ser bom, pois te mantém vigilante.

Dentro de uma sociedade na qual são raras as pessoas seguras de si, ninguém, por medo, é si próprio plenamente, pois implicaria a renúncia da percepção alheia em relação ao mundo...mas o que realmente vem a ser um problema é o excesso de insegurança.

Pense em quantas personalidades você já "roubou", quantas pessoas você já imitou ou, em determinada situação, perguntou o que essa pessoa, seu referencial, faria naquela ocasião.

Usa-se a personalidade alheia como endosso para fazer parte de uma massa, e em instantes vê-se o mundo separado em grupos, e os grupos em hierarquias com mandantes e mandados. Quem se impõe cria um novo grupo, pois dificilmente um "comandante" divide seu posto ou permite que alguém lhe questione a autoridade. O que ele faz ou pensa se propaga entre os seus iguais, tal qual a luz que se espalha sobre objetos diversos, diferentes entre si, mas constituintes de um mesmo universo.

Essa luz, às vezes, é forte demais, e não permita à visão a diferenciação de traços e contrastes, preenchendo tudo uniformemente: uma só opinião, um só estilo, um só peso.
A identidade se perde em meio aos mesmos tons e gostos, e já não é mais possível confrontar a massa. Seria duelar consigo.

Há de se saber o momento certo de ser luz, e de ser sombra, ou de ser apenas um nuancezinho vagabundo de background. Impossível mesmo é crescer omisso sob o clarão, ou recluso no total escuro, pois se isso te protege do pavor de ser você mesmo, certamente não te poupará da tristeza de, dentro de um grupo, ser qualquer um.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Drowned by tongue


.Olhos abertos, os números vermelhos do rádio relógio indicam 5 da manhã.


"Ontem fui me deitar bem mais cedo que de costume, não me surpreende que eu tenha acordado agora. Bom, vamos ao que interessa. Durmo com o isqueiro no bolso há mais de 2 dias, apesar de isso ser desleixo meu [o que custa colocá-lo na prateleira?] hoje isso é bom, não terei que acender as luzes para sair daqui.

Vamos ver se o joelho me ajuda a sair da cama. Uhm, well, nada mal, mais um pouco de repouso, mais um pouco daquelas medicinas receitadas e de doses concentradas de bom senso e provavelmente eu vou conseguir viajar no final de semana. Meus pais sentem minha falta, e eu deles, mas como sempre vai ser outra viagem onde eu carrego uma mala imensa cheia de coisas pra lavar.

Ok. Escadas, vamos ver como você reage agora...não flexionar muito....descer de degrau em degrau. Bom, muito bom."


.Luzes da cozinha acesas.


"Minha garganta está estranha hoje...muito estranha. Ela dói, desa mesma forma, quando estou com gripe. Deve ser culpa do Rogério, que deixou a janela do quarto aberta boa parte da noite, aquele [-!-] ai, tosse. Isso pode ser começo de uma inflamação. Bom, já sei, vou esquentar água. Ela e um pouco de sal darão conta de limpar."


.Café da manhã.


"Bom, melhor eu esquentar o leite, ou esse maldito pigarro [-!-] poxa....essa tossa não vai passar. Sempre gostei de leite quente com torradas mesmo. Acho que só não tenho esquentado por preguiça. Minha vida seria tão melhor se eu não fosse preguiçoso, poderia acordar todos os dias às 5, e ir pra academia, ao invés de manter essa forma decadente e filha da [-!-]....ok, entendi, hoje vai ser necessário
comprar pastilhas pra garganta.

Vou pro banho, depois terei de enfaixar o joelho de novo, não quero que ele fique com o tamanho que estava ontem, e também não quero ir trabalhar às pressas. É mesmo uma [-!-] ai, uma m.[-!-] ficar doente. E essa dr[-!-] dessa tosse ? Vou ter que tolerar o dia todo."


.Banho.


"Minha garganta realmente não tá legal...isso é estranho, eu estava muito bem, fora o joelho e agora essa crise de tosse. Bom, pelo menos a água aqui está bem agradável. Dia desses liguei o chuveiro e algum filho da [-!-] ai, que [-!-], vou na farmácia assim que terminar de me arrumar. Enfim, as pessoas aqui devem ter alguma reação térmica incomum pra trocar a temperatura da por[-!-] do chuveiro [-!-], custa
[-!-] deixar [-!-] essa [-!-] p[-!-] ligad[-!-].

Ai caram[-!-], es[-!-]ou com f[-!-]lta d[-!-] ar. Dro[-!-]a d[-!-] t[-!-]sse m[-!-]dita [-!-][-!-][-!-] pr[-!-]cis[-!-] s[-!-]ir daq[-!-]i. Ai, s[-!-]corr[-!-], [-!-] [-!-] [-!-],[-!-]ocor[-!-]. M[-!-] t[-!-]rem d[-!-]q[-!-]i po[-!-] f[-!-]vo[-!-]! R[-!-]gé[-!-][-!-]o, s[-!-]c[-!-]rr[-!-], n[-!-]o c[-!-][-!-][-!-]igo f[-!-]la[-!-].Dr[-!-]g[-!-], [-!-]drog[-!-] de t[-!-]sse [-!-][-!-][-!-]!!!!

[-!-][-!-][-!-] no chã[-!-], [-!-]or fav[-!-], aj[-!-][-!-]em, [-!-]e le[-!-]em p[-!-]o h[-!-][-!-]pi[-!-]. M[-!-][-!-] q[-!-][-!-] mer[-!-][-!-], nin[-!-][-!-][-!-] [-!-]e o[-!-]v[-!-].....[-!-][-!-][-!-].

Pr[-!-][-!-]o sa..i.r d.a...q.u[-!-]i [-!-][-!-]...[-!-][-!-][-!-]
P...r[-!-].ee..c.is....[-!-][-!-]o saa[-!-][-!-]...i[-!-]r d.[-!-][-!-]....aaq[-!-]ui[-!-][-!-].

P[-!-][-!-][-!-]so saa[-!-]...r......[-!-][-!-][-!-][-!-][-!-][-!-][-!-][-!-][-!-][-!-]. P.ree..[-!-]...[-!-][-!-][-!-][-!-]..........[-!-][-!-][-!-][-!-][-!-][-!-][-!-][-!-][-!-]....................................................
.............................................................................


.Os números vermelhos do rádio relógio indicam 8:00.
.O joelho, outrora inchado, já não é importante.
.a tosse passou.
.ninguém está acordado.
.a tez sem vida vai se acinzentando, no chão do banheiro.
.tried to grasp among the evil thoughts, the evil world, the evil mouth.
.they won't let you breathe, they won't.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Losing Weight

Certa vez eu disse aqui mesmo que eu odeio posts introspectivos,nos quais as pessoas narram suas vidinhas tediosas, através de códigos, sacadas internas ou filosofias que só elas entendem.

Na verdade, eu menti. Ou melhor, não menti, só descobri que estava errado. Adoro ler blogs nos quais as pessoas fazem de cada acontecimento uma reflexão, como se viver fosse impressionante, o que de fato é, mas a gente está sempre ocupado demais para perceber.

Ah, eu também já disse que não ia parar de escrever, porque julgava que minhas idéias iriam fazer sentido sempre, e que eu jamais faria declarações de amor e ódio tão herméticas que as pessoas não conseguiriam jamais entender.

Hoje eu olho para trás e vejo que metade das coisas que eu escrevi não faz sentido nenhum, e o que fazia sentido na época o perdeu no meio do caminho, em alguma curva íngreme da minha cabeça.

Eu também disse que jamais ia cometer o mesmo erro duas vezes, me apaixonar pela mesma pessoa duas vezes, e etc e tal...nesse eu acertei em cheio, errei e me apaixonei três ou mais, e mesmo atravessando tanta desventura, e já com algum "conhecimento de mercado", nada me impediu de continuar acreditando.

Quer saber? Como todo leonino teimoso e absolutista, cuspi pra cima. Alguém tem uma toalha?

Pois bem, vou parar de falar, e começar a fazer, e sobretudo, esquecer tudo o que eu já disse, pois li certa vez que o melhor caminho para a felicidade é ter a consciência limpa, e a memória de um lambari.

Talvez nada disso adiante. Eu sou a prova de cada delito meu, de cada negligência.

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domingo, 17 de maio de 2009

Divagação

"É o movimento que nos faz estáveis", escrevi certa vez em um dos poeminhas perdidos no caderno com desenhos na capa, que ficou no interior. É uma frase que vez ou outra volta à minha memória, como as falas de um desenho bobo assistido mil vezes, e que eu não sei por que continua cravada na minha cabeça, que poderia ser reutilizada fazendo a gravação de novas informações.

Ontem, hoje, semana passada, mês passado, no curso de teatro vários anos atrás, talvez eu tenha lembrando dessa frase tantas e tantas vezes desde que a escrevi que ela se desconstruiu, ficou assim, quase profecia, mas totalmente desprovida de
semântica. Acho que a vida não tem a ver com isso não...aliás, tem sim, desculpe, tem a ver com a frase. O que quis dizer é que a vida não tem a ver com a falta de sentido, embora esteja bem cheia dela:

Vi esses dias que uma pesquisa do PNAD apontou que 25% dos brasileiros acima de 15 anos são analfabetos funcionais. São aquelas pessoas que sabem o que é um A, sabem o que é um Z, sabem que a soma de algumas letras resultam na palavra banana e sabem até ler paralelepípedo sem pestanejar, mas na hora de interpretar um artigo de jornal [eu ia falar horóscopo, mas esses ninguém entende mesmo], ou escrever uma redação, se encrencam.

That's sad.

Então agora educamos as pessoas para lerem informações que elas não entendem...como conversores de letras em som. Levando isso em consideração, em que somos melhores que os computadores? Não quero questionar isso, pois esse post se tornaria um protesto político, e eu prefiro acreditar que Brasília é apenas o nome de um carro velho sometimes. Acho que o problema nem é tão macro como se imagina.

Me lembro dos professores no colegial. Não sei se eles eram ótimos em método, porque até então eu não tinha critério para avaliar se o que eu nunca tinha visto na vida estava errado ou não, e bem por disso, hoje sendo universitário, olho para trás e vejo que eles não ensinaram tanto quanto deveriam, e tampouco eu aprendi tudo que eles disseram, ou o que deveria trazer do colegial.

Me lembro da Márcia, de Português. Ela era baixinha, e amável de se conversar, mas quando entrava em sala, cara, era o Wild Bill lá na frente. Copiávamos lousas e lousas de conteúdo, ela era alvo de muitas piadas, e acabava as aulas tão estressada que nós nunca conseguíamos ter uma explicação clara o suficiente das coisas.
Agora passou, e todos nós, comediantes de sala ou não, temos que gastar com livros sobre gramática para entender que porra é essa de antítese e como usa. E eu vou te falar que a porra da antítese faz muita falta quando se escreve.

É fato que, para que uma pessoa consiga transferir uma experiência de vida, ou um ensinamento qualquer para outra, deve haver, além de um vínculo entre os dois, uma causa maior, uma motivação. Aliás, acredito que essa seja a palavra chave: motivação.

Gradualmente, ensina-se menos do que antes, e gradualmente aprende-se menos ainda. Os alunos, no alto de sua imaturidade, ignoram, pois não têm critério de avaliação. Os professores, no alto de uma montanha não menos alta que a de seus pupilos, pararam de acreditar no seu potencial de mudança social, deixando assim de estimular os alunos a pensarem, e assim todos viram caixinha de absorção de dados. Ensinar virou uma missão sem sentido.

A perspectiva é estranha....provavelmente amanhã vamos achar espantoso alguém que dê uma idéia nova porque pensou.

Vocês devem estar se perguntando o que isso tem a ver com a frase acima, não é?
Talvez não tenha a ver com ela em si, mas com o que senti da última vez que lembrei dela: foi hoje, quando, apesar de estar cheio de coisas para fazer, não consegui encontrar motivação para nada. Fiquei me perguntando por quê eu não era outra pessoa, por quê não sabia mais do que sei, me desapontando com o fato de que ainda tenho muito que caminhar para trabalhar com o que quero.

Mas um detalhe positivo me chamou bastante atenção: pelo menos agora eu sei em que direção quero ir. E agora preciso caminhar para ela, porque a frase fez sentido, e para ela, deixei de ser um analfabeto funcional.

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domingo, 10 de maio de 2009

Você? Nem com açúcar na pele...

Quem foi o babaca que inventou o clube social com recheio? Emputeci agora.

Tá bom, tá bom, tenho que admitir que comi, e isso aconteceu mais de uma vez, mas nem é assim tão bom, gente, nem aquele de cebola e salsa...

Acho democrático, o club social por si só, é um biscoitinho seco, que vai bem com qualquer coisa, ele é tão símbolo da independência single que vem em pacotinhos com 6, indivisível, absoluto.

Se o clube social fosse uma pessoa, ele certamente seria aquela tua amiga solteira, que tem opinião formada pra tudo, e que você vê sempre que precisa desabafar, mas não quer fazer escândalo. Ela te dá suporte, e você não se sente culpado porque não teve um ataque de pelanca.

Um dos meus maiores prazeres dos domingos em que não enfrento cozinha (como hoje), é pegar vários daqueles pacotinhos bonitinhos daqueles com 6 mini biscoitos, colocar em um prato com uma faca, algum recheio (que pode ir de geléia a maionese com tempero de barbecue) subir pro quarto com essa bela composição, uma faca, e passar piece-by-piece, enquanto leio, uso a internet, etc, etc...

Ah, clube social, se ele fosse gente, seria minha amiga, independente, que quando eu to solteiro e tristonho, vou pra balada e encontro ela, cada noite com um "recheio" diferente, e - porque não - às vezes dois diferentes numa noite de extravagância. E eu olho pra ela convencido de que a vida pode ser diferente, mais divertida e suave.

Pois é....agora o clube social me apareceu esses dias acompanhado, e quando eu digo acompanhado não é do tipo "raspe a cobertura". Eles não se desgrudam mais, mesmo que você não consiga acreditar que daquela mistura inusitada saia um resultado bom.

Há quem goste da nova versão, e a embalagem e formatos continuam bem parecidas com a antiga-livre-leve-e-solta...como se te prometesse que o namoro dela com esse fulaninho, o recheio, não fosse mudar nada nossa rotina, nossa "amizade", mas sempre muda, ela traiu o movimento para o qual nasceu, traiu a nossa imaginação de qual seria seu próximo acompanhamento, e tbm a capacidade de ser tão, tão boa que mesmo sozinha já conseguia ser o máximo. Enfim,traiu seu poder single absoluto, indivisível. E eu vou ter que aceitar que a minha amiga esteja acompanhada, e vou aceitar também que enquanto ela estiver com esse fulaninho, o recheio, terei que procurar outras marcas single, quase tão boas quanto ela, pra suprir a falta desse referêncial de ser independente.

Sim, pois, por mais improvável que tudo isso pareça, ela encontrou um recheio fixo,
pra chamar de seu e sair anunciando na embalagem, estilo coleirinha Eike Batista, coisa que a Tostitas, por mais que tente, por ser já tão boa e adocicada sozinha, não vai conseguir.

Bela decisão do marketing da Kraft, ao que parece seu produto chegou à maturidade.

To esperando para ver o que a Nestlé vai fazer por mim.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

The wrong way of the road

Sabe aqueles dias que você tem certeza que poderia ser gravado um último dia de novela?
Pois é, hoje acordei com esse espírito de "Regina Duarte tem filhos com Zé Mayer" (Não me lembro em que novela isso aconteceu...não insistam).

Pois bem, de sexta feira pra cá, colecionei um banho de chuva, algumas pendências no trabalho que me fizeram chegar minutos antes do expediente (veja bem, estamos falando de mim...) e já começo a segundona com um humor de quem vai precisar dar um duplo twist carpado em 5 segundos e a qualquer momento com a mochila, e, lucky me, o pé nas costas.

Deus me ajude, mesmo mesmo. Aguardem updates.

1) Crescer dói, dói mesmo, e não há mais analgésico paterno/materno.

2) Espero que a palavra dos outros tenha algum peso. Não precisa ser pesada a ponto de rasgar o papel, mas please, que se cumpra o que está escrito.

3) Belo cerebelo! Vamos fazer uma peteca com ele! Poft.

4) Tenho pelos menos 4 pessoas que me dizem que sou confuso. 100% delas, certas.


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domingo, 28 de setembro de 2008

It repeats every year

Setembro quase no fim...ainda estou me perguntando se corro o risco de causar mais algum estrago, mas acho que já fiz o suficiente:

- Demiti um dos alunos da minha agência;

- Tive crise gástrica;

- Magoei pessoas;

- Rolei a escada;

- Quebrei uma faca e cortei os dedos (superficialmente, antes que vcs me chamem de urucubaca ambulante);

- tive crise existencial;

- tive crise de cu mesmo, e daí?;

O corte nos dedos aconteceu hoje. Tinha uma faca torta na cozinha, e eu, discordando da sábia mãe natureza que fez aquilo com o instrumento, me meti à besta a endireitar....daí já viu a desgraceira...

Bom, o mês tá acabando, e to repetindo isso desde as 6 da manhã..mentira: desde sexta, tamanha minha ansiedade de que alguém me diga que tudo bem se eu surto, que tudo bem que eu faço as coisas do meu jeito, enlouqueço todo mundo, manipulo uma metadezinha dele e etc e tal, e que tudo bem, porque dá pra me amar da mesma forma.

Acho que vou me decepcionar no primeiro de Outubro, quando vir que sim, setembro deixou estragão pra eu limpar, e que sim, não haverá ninguém pra me dizer o que eu quero ouvir.....a não ser que eu me antecipe e compre um gravador....ouvi dizer milagres sobre mensagens durante o sono.



Repita comigo: Must leave cookies! Must leave cookies!

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domingo, 7 de setembro de 2008

Dor de Cotovelo

Eu ontem rolei uma escada. Verdade, no duro, foi uma sensação incrível.

Estava eu descendo do quarto que chamei de meu durante dois meses enquanto meu semi-morto roomie não voltava de viagem. Tinha uma toalha nos meus ombros e o peito desnudo (ui), de um jeito que jamais ando vestido aqui nessa casa.

Tem um degrau que range feito uma velha rabugenta, suspeito que seja o terceiro ou quarto, porque sempre que eu paro de praguejar por causa do barulho já estou no quinto, e nunca me lembro quantos subi nesse pequeno acesso de raiva fútil.

O fato é que a velha rabugenta que me leva pro quarto todo dia teve sua merecida vingança contra mim ontem. Ao pisar nela (terceiro ou quarto? grrr...) fiz o favor de escorregar e patinar, e ter frente aos meus olhos aquele filme-da-vida-em-segundos que todo mundo diz ver um pouco antes de bater as botas.

Bom, em pouco tempo estava eu, espalhado pelos últimos degraus da escada, e se nós não levássemos em consideração meu braço ralado, e o corte no cotovelo, ia até parecer que eu tinha me sentado lá confortavelmente, ao invés de ter quase fechado expediente nesse plano.

Cinco minutos depois, eu estava rindo de tudo isso. Sim, adoro debochar de algo mal feito, mesmo que seja o serviço da ilustríssima D. Morte.

Sei lá, acho que depois de umas duas semanas passando por problemas que eu achava que iam me matar, mesmo que eu conseguisse engavetá-los às 18:00, ou evitá-los, desligando o celular e o computador, fazia tempo que eu não me encontrava com uma chance real de me machucar, no sentido literal da palavra, e ficar com dor de cotovelo, também literal, e isso foi bom.

Sabe, a maior parte das pessoas está sempre envolvida com grandes temas em suas vidas, bom, menos os que moram comigo, que conseguem ser mais razos que pires.
A gente cava conflitos desnecessários, brigas com o vizinho por som alto, namoros insatisfatórios, vergonha - entenda recalque - de ser quem é em detrimento do que as pessoas consideram normal....
tudo isso defendendo pontos de vista com uma fé que poucos levam pra igreja.

Sim, eu sou uma dessas pessoas, e acho que tenho vergonha de me levar tão a sério,de fazer os meus comentários azedos-existencialistas-de-alto-impacto, e achar que eu tenho que construir coisas sólidas e certas, ter uma reputação, quando, na verdade, eu deveria estar bem mais preocupado em me deixar mais confortável, em me fazer feliz.

Eu já vinha sentindo algo parecido essa semana. Há alguns dias eu vinha me perguntando qual a razão maior pra eu causar tanto alvoroço, querer estudar em outra cidade, trabalhar, ter uma vida minha, um aluguel, como se tudo aquilo fosse pesado demais e fosse uma verdade que eu não tivesse escolhido.

Mas eu escolhi, e de repente me lembrar disso fez toda a diferença.

Morrer na escada não ia ser legal, eu nem mesmo imagino como minha morte seria divulgada, mas pensei algumas versões:

" Estudante vindo do interior, 21 recém completos, morte acidental, não deixa nada, a não ser quilos de papel, roupas, etc... ".

" Maluco depressivo se joga da escada em república ".

" Tentou diversas coisas na vida, se estivesse vivo, continuaria tentando ".

Acho que a terceira me agrada mais. E espero que ninguém precise de uma queda na escada pra descobrir o mesmo de si.



"Recomendo, só não se empolgue."

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