Você? Nem com açúcar na pele...
Quem foi o babaca que inventou o clube social com recheio? Emputeci agora.
Tá bom, tá bom, tenho que admitir que comi, e isso aconteceu mais de uma vez, mas nem é assim tão bom, gente, nem aquele de cebola e salsa...
Acho democrático, o club social por si só, é um biscoitinho seco, que vai bem com qualquer coisa, ele é tão símbolo da independência single que vem em pacotinhos com 6, indivisível, absoluto.
Se o clube social fosse uma pessoa, ele certamente seria aquela tua amiga solteira, que tem opinião formada pra tudo, e que você vê sempre que precisa desabafar, mas não quer fazer escândalo. Ela te dá suporte, e você não se sente culpado porque não teve um ataque de pelanca.
Um dos meus maiores prazeres dos domingos em que não enfrento cozinha (como hoje), é pegar vários daqueles pacotinhos bonitinhos daqueles com 6 mini biscoitos, colocar em um prato com uma faca, algum recheio (que pode ir de geléia a maionese com tempero de barbecue) subir pro quarto com essa bela composição, uma faca, e passar piece-by-piece, enquanto leio, uso a internet, etc, etc...
Ah, clube social, se ele fosse gente, seria minha amiga, independente, que quando eu to solteiro e tristonho, vou pra balada e encontro ela, cada noite com um "recheio" diferente, e - porque não - às vezes dois diferentes numa noite de extravagância. E eu olho pra ela convencido de que a vida pode ser diferente, mais divertida e suave.
Pois é....agora o clube social me apareceu esses dias acompanhado, e quando eu digo acompanhado não é do tipo "raspe a cobertura". Eles não se desgrudam mais, mesmo que você não consiga acreditar que daquela mistura inusitada saia um resultado bom.
Há quem goste da nova versão, e a embalagem e formatos continuam bem parecidas com a antiga-livre-leve-e-solta...como se te prometesse que o namoro dela com esse fulaninho, o recheio, não fosse mudar nada nossa rotina, nossa "amizade", mas sempre muda, ela traiu o movimento para o qual nasceu, traiu a nossa imaginação de qual seria seu próximo acompanhamento, e tbm a capacidade de ser tão, tão boa que mesmo sozinha já conseguia ser o máximo. Enfim,traiu seu poder single absoluto, indivisível. E eu vou ter que aceitar que a minha amiga esteja acompanhada, e vou aceitar também que enquanto ela estiver com esse fulaninho, o recheio, terei que procurar outras marcas single, quase tão boas quanto ela, pra suprir a falta desse referêncial de ser independente.
Sim, pois, por mais improvável que tudo isso pareça, ela encontrou um recheio fixo,
pra chamar de seu e sair anunciando na embalagem, estilo coleirinha Eike Batista, coisa que a Tostitas, por mais que tente, por ser já tão boa e adocicada sozinha, não vai conseguir.
Bela decisão do marketing da Kraft, ao que parece seu produto chegou à maturidade.
To esperando para ver o que a Nestlé vai fazer por mim.

Tá bom, tá bom, tenho que admitir que comi, e isso aconteceu mais de uma vez, mas nem é assim tão bom, gente, nem aquele de cebola e salsa...
Acho democrático, o club social por si só, é um biscoitinho seco, que vai bem com qualquer coisa, ele é tão símbolo da independência single que vem em pacotinhos com 6, indivisível, absoluto.
Se o clube social fosse uma pessoa, ele certamente seria aquela tua amiga solteira, que tem opinião formada pra tudo, e que você vê sempre que precisa desabafar, mas não quer fazer escândalo. Ela te dá suporte, e você não se sente culpado porque não teve um ataque de pelanca.
Um dos meus maiores prazeres dos domingos em que não enfrento cozinha (como hoje), é pegar vários daqueles pacotinhos bonitinhos daqueles com 6 mini biscoitos, colocar em um prato com uma faca, algum recheio (que pode ir de geléia a maionese com tempero de barbecue) subir pro quarto com essa bela composição, uma faca, e passar piece-by-piece, enquanto leio, uso a internet, etc, etc...
Ah, clube social, se ele fosse gente, seria minha amiga, independente, que quando eu to solteiro e tristonho, vou pra balada e encontro ela, cada noite com um "recheio" diferente, e - porque não - às vezes dois diferentes numa noite de extravagância. E eu olho pra ela convencido de que a vida pode ser diferente, mais divertida e suave.
Pois é....agora o clube social me apareceu esses dias acompanhado, e quando eu digo acompanhado não é do tipo "raspe a cobertura". Eles não se desgrudam mais, mesmo que você não consiga acreditar que daquela mistura inusitada saia um resultado bom.
Há quem goste da nova versão, e a embalagem e formatos continuam bem parecidas com a antiga-livre-leve-e-solta...como se te prometesse que o namoro dela com esse fulaninho, o recheio, não fosse mudar nada nossa rotina, nossa "amizade", mas sempre muda, ela traiu o movimento para o qual nasceu, traiu a nossa imaginação de qual seria seu próximo acompanhamento, e tbm a capacidade de ser tão, tão boa que mesmo sozinha já conseguia ser o máximo. Enfim,traiu seu poder single absoluto, indivisível. E eu vou ter que aceitar que a minha amiga esteja acompanhada, e vou aceitar também que enquanto ela estiver com esse fulaninho, o recheio, terei que procurar outras marcas single, quase tão boas quanto ela, pra suprir a falta desse referêncial de ser independente.
Sim, pois, por mais improvável que tudo isso pareça, ela encontrou um recheio fixo,
pra chamar de seu e sair anunciando na embalagem, estilo coleirinha Eike Batista, coisa que a Tostitas, por mais que tente, por ser já tão boa e adocicada sozinha, não vai conseguir.
Bela decisão do marketing da Kraft, ao que parece seu produto chegou à maturidade.
To esperando para ver o que a Nestlé vai fazer por mim.

Marcadores: existencialismo, mau humor

